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  • Foto do escritorMaria Júlia Braz

Por que um, e não outro?

Atualizado: 11 de nov. de 2023


Por que um, e não outro?

Por que, dadas condições de vida semelhantes, algumas pessoas adoecem mentalmente, e outras não?


 


1- ENTENDENDO A COMPLEXIDADE DA SAÚDE MENTAL


Aparentemente simples, essa pergunta esconde uma enorme complexidade. Não há para ela uma resposta única, cada abordagem da psicologia vai respondê-la de forma distinta.


Primeiro, podemos argumentar que as circunstâncias nunca são idênticas. Mesmo irmãos gêmeos, criados dentro da mesma família, não podem afirmar terem tido a mesma experiência de vida.


Contudo, o que essa linha de argumentação pressupõe é que a causa geral dos adoecimentos mentais se dá de fora para dentro. Às vezes, pode ser isso mesmo, mas nem sempre é.



2- CIRCUNSTÂNCIAS INDIVIDUAIS ÚNICAS


Será então, que falta algo em quem adoece? Algo que existe nas outras pessoas, e nele não há? Aqui, vou expor minha resposta preferida a essa questão, dada pela filósofa Alice Holzhey-Kunz.


Alice defende que aquele que sofre mentalmente, o faz não por ter menos do que os outros – menos instrumentos para lidar com a vida, menos força, o que seja. Sofre porque tem mais.


Tem um algo a mais, uma percepção involuntária de seu entorno que ela chama de escuta aguçada.


A escuta aguçada é uma sensibilidade que algumas pessoas têm para perceber verdades que outras conseguem esquecer em seu cotidiano.


Por exemplo, aquele dotado da escuta aguçada não consegue esconder que está o tempo todo em contato com o fato de que somos mortais, que a vida parece não fazer sentido, que somos seres vulneráveis etc.



3- PERCEBENDO A REALIDADE PROFUNDA


Alice diz ainda que essa escuta torna o sofredor um filósofo contra sua vontade: ele sofre porque se ocupa desses temas fundamentais do ser humano, e acaba sendo sobrecarregado por eles.


Essa resposta dada por Alice é particularmente interessante porque escapa à visão hegemônica da medicina atual, na qual todo sofrimento psíquico é oriundo de um déficit na constituição do indivíduo.


E você, já parou para pensar se pode estar “escutando demais”?


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Maria Júlia Braz - Psicoterapeuta (11) 99317-7217 | mariajuliabrazcontato@gmail.com

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